9- A Visão Interna da Saúde: o que os olhos não veem, o corpo sente / The Inner Vision of Health: What the Eyes Don’t See, the Body Feels

Quando estamos em plena saúde, não nos relacionamos com tanta frequência com profissionais de saúde. A partir do momento em que esta relação se torna necessária, a mente humana tem que se adequar a esta nova realidade. 

Uma característica desta nova relação é a classificação que o profissional de saúde faz do paciente. Para o paciente  o estado de saúde é uma condição interna. Para o profissional a classificação parte de uma análise externa do paciente. Por exemplo, a presença de uma cadeira de rodas pode ser um indicativo externo de que há uma dificuldade a ser superada e que o paciente indica ser uma pessoa doente . Esta visão externa de alguns profissionais pode também ser uma visão de alguns pacientes. O estado emocional é uma condição interna que está intimamente ligada a isto e que pode fazer com que uma cadeira de rodas seja vista por prismas diferentes tanto por um , quanto por outro. 

Para um paciente em estado depressivo, uma cadeira de rodas pode significar o fim. Para o paciente otimista a cadeira de rodas pode ser vista como um novo começo cheio de oportunidades. Quando há uma movimentação na vida, normalmente os objetivos internos ou externos ditam a direção a ser seguida. Quanto maior a consciência em relação aos objetivos mais previsível é a direção a ser assumida e a tendência é sempre em direção à felicidade. 

Para o profissional a atitude do paciente é parte importante da reabilitação e este procura motivar o paciente para que a postura deste seja otimista. Na relação profissional e paciente a harmonia depende dos valores internos de cada um e situações de conflito ou congruência podem aparecer neste processo.

Existe um dito popular que fala que uma relação entre duas ou mais pessoas depende de que “ os santos se batem”. Entendamos, santo como valores internos assumidos por uma pessoa. É importante que os valores internos de ambas as partes, sejam próximos para que o caminho seja em direção a harmonia da relação. 

Em suma, conhecer se e acreditar é base para saber que direção tomar. 


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English text version:


When we’re well, we rarely think about doctors, therapists, or psychologists. Health is almost invisible when everything works as it should. But the moment something goes off balance, our mind has to adapt to a new reality — one where we depend, at least for a while, on healthcare professionals.

In this new phase, a key difference appears: how each side perceives the same situation.

For the patient, health is an internal experience — something felt.
For the professional, it’s an external observation — something seen through expressions, exams, or even objects like a wheelchair.

The interesting part is that this external view isn’t always neutral.
A wheelchair, for example, can mean very different things: for some, a symbol of limitation; for others, a tool of freedom.
A depressed patient may see the end of the road; an optimistic one, a new beginning.
Ultimately, it all depends on how each person defines their own goals — and how aware they are of the path they’re on.
When there’s inner clarity, the direction naturally points toward happiness.

For the healthcare professional, the patient’s attitude is a vital part of recovery. The challenge lies in aligning expectations, values, and rhythms.
That’s not always easy, because everyone carries their own beliefs, references, and stories.
Harmony between professional and patient depends less on technique and more on human connection.

There’s an expression: “We must be on the same wavelength.”
In other words, the inner values of both sides need to resonate for trust to grow and healing to flow naturally.
When that happens, the treatment becomes lighter, and progress feels mutual.

In the end, self-knowledge and belief in oneself remain the best starting points — for any journey of healing, growth, or change.

 

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