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34 - A potência de acreditar em si/The Power of Believing in Yourself

Com o tempo, a gente aprende a dar valor ao que realmente importa. No meu caso, algo que ganhou espaço foi o prazer pela leitura e pela escrita. Hoje eu entendo que ler e escrever não é só decifrar palavras ou montar frases. É um processo interno. Envolve atenção, emoção, percepção. É algo que mexe com a gente por dentro. Depois do AVC, ler não era simples. Cansava. A concentração falhava. Mas teve um livro que fez diferença: A Religião do Cérebro , do Raul Marino Jr. Li do começo ao fim. O que me prendeu foi a ligação entre ciência e filosofia — dois temas que sempre fizeram sentido pra mim. E ali ficou claro: quando existe interesse real, o esforço diminui. O desafio deixa de ser um peso e passa a ser estímulo. Nunca fui um leitor compulsivo, mas sempre fui curioso. Observador. Essa necessidade de entender a vida me levou à escola filosófica Pró-Vida, onde encontrei respostas que nem sabia que estava procurando. Durante a reabilitação, vieram sugestões de leitura com foco t...

33- Julgamento desnecessário: o afastamento do novo!/ Unnecessary Judgment: Moving Away from the New

Escrito em: 22/04/2025 Durante a construção do blog, percebi algo importante: o corpo só expressa aquilo que já foi assimilado de verdade. Não adianta ter conhecimento teórico se ele ainda não foi incorporado. Até a postura e a expressão facial denunciam isso. Mexendo no meu Instagram, comecei a comparar fotos antigas com fotos recentes. Antes e depois do AVC. E a diferença ficou clara. No pós-AVC, eu apareço menos defensivo. Isso não está só na ideia — está no rosto, no corpo, na forma de me colocar. Muita gente, depois de um trauma, fica mais fechada, mais na defensiva. No meu caso, aconteceu o contrário. O AVC, de certa forma, desmontou essas defesas.  E isso trouxe um efeito interessante: quando a defesa cai, o julgamento perde força. Sem julgamento, o novo entra com mais facilidade. Hoje, percebo que estou mais aberto. O que chega até mim não passa mais por aquele filtro automático de crítica. Eu observo, experimento, absorvo. Existe um prazer real em aprender. A...

32- Tudo que se deseja intensamente é possível! / Everything You Truly Desire Is Possible

Escrito em: 27/03/2025 Depois da pandemia, ficou claro para mim que minha relação com os profissionais de saúde tinha mudado de nível. Já não era só acompanhamento — virou parceria. A partir daí, comecei a pensar em soluções práticas para melhorar minha própria reabilitação. Criatividade sempre fez parte do meu jeito. Lá atrás, ainda depois do ginásio, eu já intuía que precisava de base técnica. Fui para a Escola Técnica Federal de São Paulo, fiz Eletrotécnica, e isso me deu um repertório sólido: física, segurança, mecânica, marcenaria, serralheria, tornearia… coisas que hoje fazem toda a diferença. Com essa base, somada à recuperação cognitiva, comecei a desenvolver equipamentos voltados para um problema muito concreto: o medo de cair — meu e também dos terapeutas. A primeira criação foi o “Sansão”. Nome simples, direto, porque a ideia era exatamente essa: força e segurança. O “Sansão” é um sistema de ancoragem horizontal, fixado em laje, com base de engate rápido. Feito em ...

31- O Bem Comum/ The Common Good

Escrito em: 18/02/2025 Conforme minha recuperação cognitiva avançava durante a reabilitação, minha relação com os profissionais de saúde também mudou. Passei a conversar mais, trocar ideias e, em alguns momentos, até ser consultado sobre minha experiência profissional. Isso aconteceu de forma natural. Além da minha formação em Psicologia Organizacional, tive experiências práticas com tributação e empreendedorismo ao longo da vida. Esse conjunto de vivências acabou criando pontes de diálogo com muitos profissionais que me acompanhavam. Durante a reabilitação, havia momentos curiosos: em alguns eu me sentia apenas paciente; em outros, me colocava no lugar dos próprios profissionais de saúde. Era como se eu estivesse olhando o processo dos dois lados. Minha experiência como Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo também entrou nessas conversas. Muitas vezes eu acabava dando orientações sobre temas como organização profissional, empreendedorismo e questões tributárias. Com...

30- Auto conhecimento como aliado de uma vida plena! /Self-Knowledge as an Ally to a Fulfilling Life!

Escrito em: 21/01/2025 Hoje quero conversar com vocês sobre uma ferramenta interessante da psicologia chamada Triângulo Dramático, utilizada dentro da Análise Transacional aplicada à psicoterapia. Antes de tudo, é importante lembrar que esse tipo de trabalho deve ser conduzido por um profissional de psicologia preparado para lidar com relações humanas e, sempre que possível, supervisionado por alguém mais experiente. Isso garante profundidade, ética e qualidade no processo terapêutico. A ideia central dessa ferramenta é observar os papéis que as pessoas assumem nas relações da vida. Muitas vezes participamos de verdadeiros “jogos psicológicos” sem perceber. Quando começamos a identificar esses papéis, ganhamos consciência e passamos a assumir mais responsabilidade sobre a própria vida. O modelo foi desenvolvido pelo psicólogo Stephen Karpman, que observou que muitos conflitos humanos giram em torno de três papéis principais: Vítima Salvador Perseguidor A vítima se sente injusti...

29- Responsabilidade / Responsibility

Escrito em: 17/12/2024 Hoje quero refletir sobre a união entre dois conceitos que, à primeira vista, parecem vir de mundos diferentes, mas que, na prática, se encontram no mesmo ponto: cooperativismo e fraternidade branca. Minha intenção aqui é simples: mostrar como ideias bem compreendidas podem fortalecer o ser humano, principalmente quando ele atravessa experiências difíceis ou traumáticas. A chamada fraternidade branca, dentro das tradições espiritualistas e das chamadas ciências ocultas, é entendida como uma organização de mestres espirituais que trabalham em conjunto na observação e orientação da humanidade. Independentemente de as pessoas terem consciência disso ou não, a ideia central é de um grupo de consciências mais maduras ajudando no desenvolvimento humano. Se quisermos trazer isso para uma imagem mais simples, podemos pensar na figura de irmãos mais velhos — não no sentido biológico, mas no sentido espiritual. Aqueles que já passaram por certas experiências e, por isso, p...

28- Como se curar/ How to Heal?

Escrito em: 28/11/2024 Em hospitais especializados em doenças neurológicas, como a Rede Lucy Montoro, por exemplo, os psicólogos dão muita atenção ao estado emocional do paciente. E isso faz todo sentido: se a pessoa entra em depressão, isso pode até atrapalhar — ou travar — o processo de recuperação do corpo, mesmo com todas as terapias em andamento. Parece pouco, mas só o fato de sabermos que as emoções interferem na cura já é um avanço enorme. Quando tive o AVC, acordei na UTI tentando entender exatamente o que estava acontecendo comigo. A minha primeira preocupação foi reconhecer a situação. Em um momento de reflexão, perguntei a algo maior se eu deveria sentir medo. A resposta interna foi clara: não. A ideia de que tudo o que acontece pode ter um sentido me ajudou a manter o emocional em equilíbrio. Mas isso funciona para todo mundo? Não necessariamente. Cada pessoa precisa de alguma base que a sustente por dentro. Para alguns, é a filosofia. Para outros, a religião. Tem gente...