Postagens

30- Auto conhecimento como aliado de uma vida plena! /Self-Knowledge as an Ally to a Fulfilling Life!

Escrito em: 21/01/2025 Hoje quero conversar com vocês sobre uma ferramenta interessante da psicologia chamada Triângulo Dramático, utilizada dentro da Análise Transacional aplicada à psicoterapia. Antes de tudo, é importante lembrar que esse tipo de trabalho deve ser conduzido por um profissional de psicologia preparado para lidar com relações humanas e, sempre que possível, supervisionado por alguém mais experiente. Isso garante profundidade, ética e qualidade no processo terapêutico. A ideia central dessa ferramenta é observar os papéis que as pessoas assumem nas relações da vida. Muitas vezes participamos de verdadeiros “jogos psicológicos” sem perceber. Quando começamos a identificar esses papéis, ganhamos consciência e passamos a assumir mais responsabilidade sobre a própria vida. O modelo foi desenvolvido pelo psicólogo Stephen Karpman, que observou que muitos conflitos humanos giram em torno de três papéis principais: Vítima Salvador Perseguidor A vítima se sente injusti...

29- Responsabilidade / Responsibility

Escrito em: 17/12/2024 Hoje quero refletir sobre a união entre dois conceitos que, à primeira vista, parecem vir de mundos diferentes, mas que, na prática, se encontram no mesmo ponto: cooperativismo e fraternidade branca. Minha intenção aqui é simples: mostrar como ideias bem compreendidas podem fortalecer o ser humano, principalmente quando ele atravessa experiências difíceis ou traumáticas. A chamada fraternidade branca, dentro das tradições espiritualistas e das chamadas ciências ocultas, é entendida como uma organização de mestres espirituais que trabalham em conjunto na observação e orientação da humanidade. Independentemente de as pessoas terem consciência disso ou não, a ideia central é de um grupo de consciências mais maduras ajudando no desenvolvimento humano. Se quisermos trazer isso para uma imagem mais simples, podemos pensar na figura de irmãos mais velhos — não no sentido biológico, mas no sentido espiritual. Aqueles que já passaram por certas experiências e, por isso, p...

28- Como se curar/ How to Heal?

Escrito em: 28/11/2024 Em hospitais especializados em doenças neurológicas, como a Rede Lucy Montoro, por exemplo, os psicólogos dão muita atenção ao estado emocional do paciente. E isso faz todo sentido: se a pessoa entra em depressão, isso pode até atrapalhar — ou travar — o processo de recuperação do corpo, mesmo com todas as terapias em andamento. Parece pouco, mas só o fato de sabermos que as emoções interferem na cura já é um avanço enorme. Quando tive o AVC, acordei na UTI tentando entender exatamente o que estava acontecendo comigo. A minha primeira preocupação foi reconhecer a situação. Em um momento de reflexão, perguntei a algo maior se eu deveria sentir medo. A resposta interna foi clara: não. A ideia de que tudo o que acontece pode ter um sentido me ajudou a manter o emocional em equilíbrio. Mas isso funciona para todo mundo? Não necessariamente. Cada pessoa precisa de alguma base que a sustente por dentro. Para alguns, é a filosofia. Para outros, a religião. Tem gente...

27- O Leitor é o principal elo da comunicação escrita / The Reader Is the Main Link in Written Communication

Escrito em: 19/11/2024 Escrever sempre foi algo natural para mim. Lá no ginásio e no colegial, eu escrevia porque era o que a escola pedia — e percebi que os professores gostavam do que liam. Aquilo já dizia alguma coisa: eu conseguia me comunicar por texto. Depois do AVC, minha terapeuta ocupacional resgatou essa habilidade nas terapias, primeiro como um jeito de estimular funções cognitivas importantes para a recuperação. Com o tempo, ela percebeu que aqueles textos podiam ir além de exercício: podiam servir para outras pessoas. Foi daí que surgiram, junto com a terapia, a ideia de escrever com mais propósito, depois o blog e, em seguida, o Instagram como forma de divulgar o conteúdo. Mas afinal, o que é escrever? Escrever para o outro é falar de algo que realmente passou pela nossa experiência, sem cair nas armadilhas do ego e da vaidade. Essas coisas só atrapalham e afastam do que importa: a verdade do que está sendo dito. Para escolher bem as palavras, a cabeça precisa est...

26- Viajar é bom! /Travel Is Good!

Escrito em: 24/10/2024 Viajar é, antes de tudo, uma forma de autocuidado. É um tempo que você separa para cuidar de você mesmo. Existem muitos tipos de viagem: a de lazer, a de trabalho, a de estudo, a para visitar a família, e por aí vai. Cada uma tem seu motivo, mas todas têm algo em comum: tiram a gente da rotina e colocam a cabeça em outro lugar. Na minha retomada depois do AVC, decidi fazer uma viagem com foco em objetividade e segurança. No quesito objetividade, escolhi um lugar onde minha presença faria sentido. No meu caso, fui para um evento e curso da Pró Vida, em Nova York. Para encarar essa primeira viagem pós-AVC, precisei planejar muito mais do que antes. Eu já não tinha a mesma margem para improvisar nem a antiga flexibilidade para resolver imprevistos. Aquele excesso de confiança que fazia parte da minha personalidade e servia como “reserva” para apagar incêndios simplesmente não existe mais. Hoje, tenho mais consciência e menos impulsividade. Minha fragilidade ...

25- O outro no coletivo/ The Other in the Collective

Escrito em: 12/09/2024 Hoje quero falar sobre algo simples e, ao mesmo tempo, decisivo: o poder da união, o respeito pelo outro e o sentido real de coletividade. Existem vários níveis de coletivo. Começa nas amizades entre duas ou mais pessoas, passa pela família, pelo trabalho, pelas relações financeiras, sociais, filosóficas, esportivas e vai por aí. Em todos esses ambientes, a lógica é a mesma: ou a gente aprende a conviver, ou tudo vira disputa. O grande inimigo da coletividade é o egocentrismo. É quando a pessoa passa a justificar suas atitudes só a partir dos próprios interesses. Nessa hora, a razão vira refém da conveniência. E a verdade é simples: não existe razão de verdade que não leve ao coletivo. A gente não foi feito para viver isolado. Fomos feitos para conviver, cooperar e construir junto. Com a reabilitação a todo vapor, comecei a resgatar algo que sempre foi importante para mim: o cuidado com o outro. Depois do AVC, passei a ser cuidado como uma criança. Mas, mesmo ass...

24 - Humores e temperos nas relações humanas/ Moods and Seasonings in Human Relationships

Escrito em: 22/08/2024 Depois do AVC, passei a prestar atenção em tudo de um jeito que antes não prestava. Antes, eu tratava muita coisa como se fosse igual. As informações ficavam na cabeça; no coração, eu guardava só o que era mais íntimo: família, filhos, amigos. Hoje, entendo que a maior parte das coisas fica, sim, no coração — mesmo quando a gente finge que é só racional. Isso ficou muito claro nas relações com cuidadores e profissionais de saúde. Antes, eu avaliava as pessoas quase só pelo lado funcional: assiduidade, pontualidade, competência técnica, comunicação rápida e objetiva. Depois do AVC, comecei a perceber coisas mais sutis, mas decisivas: o tom de voz, a intenção por trás da fala, a presença (ou ausência) de empatia, as crenças internas de cada um — que, mesmo sendo internas, interferem diretamente na relação externa — além de valores morais, senso de responsabilidade e respeito. Ao longo da reabilitação, fui aprendendo a me relacionar melhor com terapeutas e cui...